“O país continua economicamente viável, mas precisamos de mudar as nossas mentalidades. 
Precisamos ver a crise como uma janela de oportunidades. Precisamos ser introspectivos e 
aguçar a nossa criatividade, tal como da noite escura nasce o dia claro”. Estas palavras do 
ministro das Finanças do Governo de Luanda, Armando Manuel, merecem ser sublinhadas.
São as últimas palavras de uma entrevista concedida à Imprensa angolana, durante a sua recente 
passagem por Lima, no Peru, para participar nos trabalhos da assembleia anual do Fundo 
Monetário Internacional e do Banco Mundial. Tema: conjuntura económica internacional e em 
Angola, em vésperas da apresentação do próximo Orçamento Geral de Estado.
Reconhecendo as dificuldades, o ministro diz que é preciso reduzir custos e gastar melhor com os 
poucos recursos que temos. Para Armando Manuel o momento actual obriga a gerar ganhos de 
eficiência e a descobrir oportunidades em sectores que não exclusivamente o que depende do 
petróleo.
O rendimento do petróleo, recordou, constituiu até então a principal componente do rendimento de 
Angola, mas a baixa do preço do barril do crude em mais de 60% reequacionou tudo. É preciso 
trabalhar mais para compensar a situação existente. Se os rendimentos baixam impõe-se diminuir 
a despesa, seja de natureza pública seja de natureza privada.
Na sequência da elaboração da proposta de programação financeira do Tesouro, principal 
instrumento de execução do Orçamento Geral do Estado, importa, disse o ministro, conciliar as 
necessidades das despesas correntes, que incluem os vencimentos dos funcionários públicos, 
com o pagamento das responsabilidades da dívida pública e com o investimento público.
O encontro de Lima não ignora o momento especial da economia globalizada, a travar ou a 
desacelerar crescimentos querem dados como certos e de progressão quase aritmética, como 
foram os detectados nos chamados BRIC, ou seja nas mais badaladas economia emergentes, 
Brasil, Rússia, India, China, entre outros.
Os BRIC não estão a alavancar, como se esperava, a Economia Mundial, - em parte pela quebra 
dos preços das matérias-primas que exportavam ou que suportavam o dinamismo interno, e este 
revés também faz-se sentir em jovens economias que começavam também a afirmar-se como 
emergentes, como acontece relativamente à angolana.
Numa leitura nas entrelinhas da oportuna entrevista do ministro das Finanças do Governo de 
Luanda, Armando Manuel, termino esperando que arrefecimento global das economias 
emergentes pode ser um factor de equilíbrio entre todas economias de mercado. O futuro próximo 
nos dirá.
Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com

“O país continua economicamente viável, mas precisamos de mudar as nossas mentalidades. 
Precisamos ver a crise como uma janela de oportunidades. Precisamos ser introspectivos e 
aguçar a nossa criatividade, tal como da noite escura nasce o dia claro”. Estas palavras do 
ministro das Finanças do Governo de Luanda, Armando Manuel, merecem ser sublinhadas.

São as últimas palavras de uma entrevista concedida à Imprensa angolana, durante a sua recente 
passagem por Lima, no Peru, para participar nos trabalhos da assembleia anual do Fundo 
Monetário Internacional e do Banco Mundial. Tema: conjuntura económica internacional e em 
Angola, em vésperas da apresentação do próximo Orçamento Geral de Estado.

Reconhecendo as dificuldades, o ministro diz que é preciso reduzir custos e gastar melhor com os 
poucos recursos que temos. Para Armando Manuel o momento actual obriga a gerar ganhos de 
eficiência e a descobrir oportunidades em sectores que não exclusivamente o que depende do 
petróleo.

O rendimento do petróleo, recordou, constituiu até então a principal componente do rendimento de 
Angola, mas a baixa do preço do barril do crude em mais de 60% reequacionou tudo. É preciso 
trabalhar mais para compensar a situação existente. Se os rendimentos baixam impõe-se diminuir 
a despesa, seja de natureza pública seja de natureza privada.

Na sequência da elaboração da proposta de programação financeira do Tesouro, principal 
instrumento de execução do Orçamento Geral do Estado, importa, disse o ministro, conciliar as 
necessidades das despesas correntes, que incluem os vencimentos dos funcionários públicos, 
com o pagamento das responsabilidades da dívida pública e com o investimento público.

O encontro de Lima não ignora o momento especial da economia globalizada, a travar ou a 
desacelerar crescimentos querem dados como certos e de progressão quase aritmética, como 
foram os detectados nos chamados BRIC, ou seja nas mais badaladas economia emergentes, 
Brasil, Rússia, India, China, entre outros.

Os BRIC não estão a alavancar, como se esperava, a Economia Mundial, - em parte pela quebra 
dos preços das matérias-primas que exportavam ou que suportavam o dinamismo interno, e este 
revés também faz-se sentir em jovens economias que começavam também a afirmar-se como 
emergentes, como acontece relativamente à angolana.

Numa leitura nas entrelinhas da oportuna entrevista do ministro das Finanças do Governo de 
Luanda, Armando Manuel, termino esperando que arrefecimento global das economias 
emergentes pode ser um factor de equilíbrio entre todas economias de mercado. O futuro próximo 
nos dirá.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com