A expressão inglesa “Small is Beautiful”, cuja tradução directa seria algo semelhante a “pequeno é belo” mas que pretende apenas sintetizar a defesa de certas empresas de pequena escala, em contraponto com o gigantismo inerente à especialização que dominava o pensamento económico no início dos anos 70 do século passado, renasceu recentemente em Angola com indícios de claras apostas nas micro, pequenas e médias empresas angolanas.
Leio isto nas entrelinhas da notícia que faz eco de declarações do presidente do Conselho de Administração do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel, ao reafirmar, na capital angolana, a tal aposta nas micro, pequenas e médias empresas, assumidamente consideradas a espinha dorsal de qualquer economia, por - cito - “assegurar a empregabilidade e contribuir, de forma decisiva, na redução da fome, pobreza e na criação de emprego”.
Estas declarações foram proferidas nos discursos que marcaram a assinatura de um acordo entre o Banco Sol e o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), com vista à criação de uma linha de financiamento para as actividades da agricultura, das pescas, da pecuária, dos serviços e do comércio, num quadro de micro, pequenas e médias empresas, o tal núcleo duro de opções que apontam para essa ideia esperançosa do “Small is Beautiful”.
Falando na mesmo cerimónia, Ana Campos, administradora executiva do BDA, Ana Campos, sublinhou que a linha de crédito agora criada pode efectivamente “dar alento ao ambiente económico do país, por envolver recursos baratos com taxas de juros bonificados que os bancos comerciais podem aproveitar da melhor forma” (sic). O acesso ao crédito que pode gerar riqueza e criar emprego é segredo dessas opções 
Outro aspecto muito significativo deste importante acordo é o que claramente aponta para reconhecer que o crescimento e o desenvolvimento sustentáveis precisam de instituições financeiras activas e criativas, claramente empenhadas e conjugadas no esforço de recuperação dos mercados onde operam. O sector financeiro nunca pode estar divorciado dos grandes objetivos dos povos e das nações onde exerce actividade.
Pioneiro em Angola na concessão do micro crédito - uma ferramenta financeira fundamental para superar constrangimentos económicos específicos -, o Banco Sol, a entrar no décimo quinto ano de actividade, já anunciou, várias vezes, a vocação de se expandir pelo espaço lusófono, nomeadamente no Brasil, em Portugal e em Moçambique.  Uma boa notícia, especialmente se o crédito deste Sol for como o Sol, quando pode ser concedido é para todos.
Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com 

A expressão inglesa “Small is Beautiful”, cuja tradução directa seria algo semelhante a “pequeno é belo” mas que pretende apenas sintetizar a defesa de certas empresas de pequena escala, em contraponto com o gigantismo inerente à especialização que dominava o pensamento económico no início dos anos 70 do século passado, renasceu recentemente em Angola com indícios de claras apostas nas micro, pequenas e médias empresas angolanas.

 

Leio isto nas entrelinhas da notícia que faz eco de declarações do presidente do Conselho de Administração do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel, ao reafirmar, na capital angolana, a tal aposta nas micro, pequenas e médias empresas, assumidamente consideradas a espinha dorsal de qualquer economia, por - cito - “assegurar a empregabilidade e contribuir, de forma decisiva, na redução da fome, pobreza e na criação de emprego”.

 

Estas declarações foram proferidas nos discursos que marcaram a assinatura de um acordo entre o Banco Sol e o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), com vista à criação de uma linha de financiamento para as actividades da agricultura, das pescas, da pecuária, dos serviços e do comércio, num quadro de micro, pequenas e médias empresas, o tal núcleo duro de opções que apontam para essa ideia esperançosa do “Small is Beautiful”.

 

Falando na mesmo cerimónia, Ana Campos, administradora executiva do BDA, Ana Campos, sublinhou que a linha de crédito agora criada pode efectivamente “dar alento ao ambiente económico do país, por envolver recursos baratos com taxas de juros bonificados que os bancos comerciais podem aproveitar da melhor forma” (sic). O acesso ao crédito que pode gerar riqueza e criar emprego é segredo dessas opções.

 

Outro aspecto muito significativo deste importante acordo é o que claramente aponta para reconhecer que o crescimento e o desenvolvimento sustentáveis precisam de instituições financeiras activas e criativas, claramente empenhadas e conjugadas no esforço de recuperação dos mercados onde operam. O sector financeiro nunca pode estar divorciado dos grandes objetivos dos povos e das nações onde exerce actividade.

 

Pioneiro em Angola na concessão do micro crédito - uma ferramenta financeira fundamental para superar constrangimentos económicos específicos -, o Banco Sol, a entrar no décimo quinto ano de actividade, já anunciou, várias vezes, a vocação de se expandir pelo espaço lusófono, nomeadamente no Brasil, em Portugal e em Moçambique.  Uma boa notícia, especialmente se o crédito deste Sol for como o Sol, quando pode ser concedido é para todos.


Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com