Há dias foi dia de São Cruzeiro no Porto do Namibe. Um cruzeiro de bandeira norte-americana com 53 passageiros de diversas nacionalidades atracou para uma estada de seis horas no Porto do Namibe. O acontecimento teve honras de notícia e é um marco para o turismo do Sul do país. 
Fazendo referência ao chamamento que o Deserto do Namibe exerce sobre muitos milhares de turistas que procuram maravilhas da Natureza, desde logo por ser o habitat único dessa rara planta cujo nome “weliwítschia mirabilis” já  há muito deixou de ser desconhecido, as notícias referiram que os turistas foram também ver a Lagoa do Arco, a 60 quilómetros da capital do Namíbe, entre outros pontos de interesse.
As seis horas de permanência deram ainda para visitar a Fortaleza de São Fernandes, a Igreja de Santo Adrião e o recinto das Festas do Mar, antes do regresso ao navio que seguiu depois para o Lobito antes de escalar Luanda. Este primeiro navio cruzeiro a escalar o Porto do Namibe, uma escala que, simbolicamente, marca a concretização da aposta no turismo, como instrumento para acelerar o crescimento e o desenvolvimento da província.
Turismo é  crescimento e desenvolvimento. As estruturas necessárias à indústria turística são também estruturas que servem as populações locais proporcionando um significativo aumento da qualidade de vida a todos quantos ali vivam. Refiro-me às fontes de energia ou às redes de abastecimento de água, que o Turismo implica e que são melhoramentos que não são de exclusivo usufruto dos turistas.
Turismo alavanca a construção e do imobiliário e atrai a instalação de serviços que exigem mais escolas, mais formação local, tendencialmente a todos os níveis, incluindo o nível do Ensino Superior. E neste campo particular basta lembrar a vocação da província para as pescas como o prova a Academia das Pescas, uma escola superior para as ciências do Mar que serve a região.
Como já escrevi, o testemunho de resiliência às adversidades que a célebre e única Welwitschia Mirabilis simboliza é uma boa imagem de marca não apenas do Deserto do Namibe (cerca de 1.600 quilómetros, ao longo da costa atlântica africana, do Sul de Angola ao Sul da Namíbia, com uma penetração para o interior que chega aos 180 quilómetros) mas principalmente de quem está disponível para construir riqueza nesta província a Sul.
Por tudo isto, o dia da chegada daquele primeiro navio de cruzeiro bem podia chamar-se Dia de São Cruzeiro pois ficará como anunciador de outros dias semelhantes no calendário do desenvolvimento.
Luís Líma 
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com

Há dias foi dia de São Cruzeiro no Porto do Namibe. Um cruzeiro de bandeira norte-americana com 53 passageiros de diversas nacionalidades atracou para uma estada de seis horas no Porto do Namibe. O acontecimento teve honras de notícia e é um marco para o turismo do Sul do país. 

Fazendo referência ao chamamento que o Deserto do Namibe exerce sobre muitos milhares de turistas que procuram maravilhas da Natureza, desde logo por ser o habitat único dessa rara planta cujo nome “weliwítschia mirabilis” já  há muito deixou de ser desconhecido, as notícias referiram que os turistas foram também ver a Lagoa do Arco, a 60 quilómetros da capital do Namíbe, entre outros pontos de interesse.

As seis horas de permanência deram ainda para visitar a Fortaleza de São Fernandes, a Igreja de Santo Adrião e o recinto das Festas do Mar, antes do regresso ao navio que seguiu depois para o Lobito antes de escalar Luanda. Este primeiro navio cruzeiro a escalar o Porto do Namibe, uma escala que, simbolicamente, marca a concretização da aposta no turismo, como instrumento para acelerar o crescimento e o desenvolvimento da província.

Turismo é  crescimento e desenvolvimento. As estruturas necessárias à indústria turística são também estruturas que servem as populações locais proporcionando um significativo aumento da qualidade de vida a todos quantos ali vivam. Refiro-me às fontes de energia ou às redes de abastecimento de água, que o Turismo implica e que são melhoramentos que não são de exclusivo usufruto dos turistas.

Turismo alavanca a construção e do imobiliário e atrai a instalação de serviços que exigem mais escolas, mais formação local, tendencialmente a todos os níveis, incluindo o nível do Ensino Superior. E neste campo particular basta lembrar a vocação da província para as pescas como o prova a Academia das Pescas, uma escola superior para as ciências do Mar que serve a região.

Como já escrevi, o testemunho de resiliência às adversidades que a célebre e única Welwitschia Mirabilis simboliza é uma boa imagem de marca não apenas do Deserto do Namibe (cerca de 1.600 quilómetros, ao longo da costa atlântica africana, do Sul de Angola ao Sul da Namíbia, com uma penetração para o interior que chega aos 180 quilómetros) mas principalmente de quem está disponível para construir riqueza nesta província a Sul.

Por tudo isto, o dia da chegada daquele primeiro navio de cruzeiro bem podia chamar-se Dia de São Cruzeiro pois ficará como anunciador de outros dias semelhantes no calendário do desenvolvimento.

Luís Líma 
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com