O conceito de habitação condigna não se  esgota na qualidade da construção das quatro paredes com que tradicionalmente estilizamos uma casa. Sublinho esta ideia do Director Nacional da Habitação, Adriano dos Santos Silva, ideia com a qual também me identifico, reforçando o que este responsável do Ministério do Urbanismo e Habitação defendeu em declarações informais à Imprensa aquando do IV Conselho Consultivo do Ministério do Urbanismo e Habitação ao referir que aquele conceito também deve contemplar infra-estruturas como as ligadas ao abastecimento de água ou de energia eléctrica, bem como as vias de comunicação e o  saneamento básico.
Este debate foi proporcionado durante o IV Conselho Consultivo do Ministério do Urbanismo e Habitação, que decorreu sob a orientação do ministro da tutela, José da Conceição e Silva, e sob o oportuno e importante  lema “Infra-estruturar para garantir uma habitação condigna”. Como referiu Adriano dos Santos Silva, de acordo com o que transpareceu para a Midia, discutir e reflectir sobre estas questões  é fundamental para que o território seja mais urbanizado e para que o meio construído não comprometa a sustentabilidade do meio ambiente.
Um país com quarenta anos de independência suportou, como aliás foi reconhecido, projectos de emergência que contemplaram a aprovação da lei de terra pelo Executivo e, mais tarde, a lei do ordenamento do território e urbanismo, dois momentos decisivos para o sector imobiliário e para as cidades que, assim redesenhadas, souberam identificar zonas vocacionadas para um melhor desenvolvimento urbano, como é o caso das novas centralidades e de muitos outros projectos habitacionais.
São dezenas de milhares de habitações a construir até 2016 em todo o país. É o sector do imobiliário a contribuir para o desenvolvimento do país, confirmando a vocação de pilar do desenvolvimento de muitas sociedades, no caso angolano, com naturais e exemplares preocupações no plano da sustentabilidade, preocupações que passam pela melhoria das infra-estruturas do país, muitas das quais são obras públicas ingratas pois são “invisíveis” aos olhos das populações, mesmo quando a respectiva ausência se sente de forma muito dura.
O estado do património construído e as dinâmicas do sector imobiliário são, pelo menos indirectamente, índices que contam para a avaliação do desenvolvimento humano. São pois boas as notícias que revelam vontade de também melhorar a cidadania redesenhando cidades.
Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com

O conceito de habitação condigna não se  esgota na qualidade da construção das quatro paredes com que tradicionalmente estilizamos uma casa. Sublinho esta ideia do Director Nacional da Habitação, Adriano dos Santos Silva, ideia com a qual também me identifico, reforçando o que este responsável do Ministério do Urbanismo e Habitação defendeu em declarações informais à Imprensa aquando do IV Conselho Consultivo do Ministério do Urbanismo e Habitação ao referir que aquele conceito também deve contemplar infra-estruturas como as ligadas ao abastecimento de água ou de energia eléctrica, bem como as vias de comunicação e o  saneamento básico.

Este debate foi proporcionado durante o IV Conselho Consultivo do Ministério do Urbanismo e Habitação, que decorreu sob a orientação do ministro da tutela, José da Conceição e Silva, e sob o oportuno e importante  lema “Infra-estruturar para garantir uma habitação condigna”. Como referiu Adriano dos Santos Silva, de acordo com o que transpareceu para a Midia, discutir e reflectir sobre estas questões  é fundamental para que o território seja mais urbanizado e para que o meio construído não comprometa a sustentabilidade do meio ambiente.

Um país com quarenta anos de independência suportou, como aliás foi reconhecido, projectos de emergência que contemplaram a aprovação da lei de terra pelo Executivo e, mais tarde, a lei do ordenamento do território e urbanismo, dois momentos decisivos para o sector imobiliário e para as cidades que, assim redesenhadas, souberam identificar zonas vocacionadas para um melhor desenvolvimento urbano, como é o caso das novas centralidades e de muitos outros projectos habitacionais.

São dezenas de milhares de habitações a construir até 2016 em todo o país. É o sector do imobiliário a contribuir para o desenvolvimento do país, confirmando a vocação de pilar do desenvolvimento de muitas sociedades, no caso angolano, com naturais e exemplares preocupações no plano da sustentabilidade, preocupações que passam pela melhoria das infra-estruturas do país, muitas das quais são obras públicas ingratas pois são “invisíveis” aos olhos das populações, mesmo quando a respectiva ausência se sente de forma muito dura.

O estado do património construído e as dinâmicas do sector imobiliário são, pelo menos indirectamente, índices que contam para a avaliação do desenvolvimento humano. São pois boas as notícias que revelam vontade de também melhorar a cidadania redesenhando cidades.

Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com