Não pude, pela distância a que me encontro, acompanhar em Luanda a Semana da Francofonia e da Língua Francesa que se iniciou no passado sábado e termina amanhã, dia 21 de Março. Uma semana, segundo li na Imprensa, de várias actividades culturais e festivas, organizadas pela Alliance Française (AFL) com o empenho dos Estados da Organização Internacional da Francófonia presentes em Angola e das escolas francófonas e angolanas de formação de professores.
Virada para todos os públicos, incluindo os mais jovens como são os alunos do Ensino de Base da Escola Francesa de Luanda, para quem foi preparado uma oficina de narração com divulgação de técnicas de uso do conto de estórias e outras narrações como ferramenta de transmissão de uma língua, esta semana é uma iniciativa de fazer inveja a quem tem a percepção da importância destes gestos para aprofundar laços comuns entre povos.
Mesmo falando a mesma língua, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) muito beneficiaria enquanto Comunidade se os responsáveis pela consolidação deste imenso espaço económico alimentassem, em quase permanente presença distribuída pelos países da CPLP, iniciativas semelhantes a esta “ofensiva diplomática” francesa. 
Embora o Português seja a língua comum que nos une, também cabe a promoção da música, da gastronomia e até da diversidade cultural e linguística – que existe apesar da língua em comum – como instrumento indispensável à formação da ideia concreta do nosso espaço lusófono, onde as tradições e culturas próprias de cada geografia cruzaram-se bem mais do que as de outras tradições e culturas centradas noutros idiomas.
Tal como a Francofonia, uma das grandes áreas linguísticas mundiais permanentemente alimentada pela Organização Internacional da Francofonia (OIF), também a Lusofonia, apesar de ter muito menos estados membros, pode e deve ser olhada também como área linguística de peso pois mesmo com menos Estados tem mais falantes. Só no Brasil o número de falantes do Português está muito próximo dos 220 milhões oficialmente apontado como sendo os da Língua Francesa.
Mas a grande lição da Semana da Francofonia e da Língua Francesa que amanhã termina em Luanda – e que eu saúdo como iniciativa sempre digna de aplauso, como aliás todos aquelas que aproximam países e povos – a grande lição desta semana é a de que as línguas como instrumentos da diplomacia e da diplomacia económica não se medem só pelo número de falantes que contabilizam no Mundo.
Os idiomas em que nos entendemos também se medem pelo cuidado e qualidade com que são tratados e promovidos como instrumentos delicados das identidades que queremos promover.
Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com

Não pude, pela distância a que me encontro, acompanhar em Luanda a Semana da Francofonia e da Língua Francesa que se iniciou no passado sábado e termina amanhã, dia 21 de Março. Uma semana, segundo li na Imprensa, de várias actividades culturais e festivas, organizadas pela Alliance Française (AFL) com o empenho dos Estados da Organização Internacional da Francófonia presentes em Angola e das escolas francófonas e angolanas de formação de professores.


Virada para todos os públicos, incluindo os mais jovens como são os alunos do Ensino de Base da Escola Francesa de Luanda, para quem foi preparado uma oficina de narração com divulgação de técnicas de uso do conto de estórias e outras narrações como ferramenta de transmissão de uma língua, esta semana é uma iniciativa de fazer inveja a quem tem a percepção da importância destes gestos para aprofundar laços comuns entre povos.


Mesmo falando a mesma língua, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) muito beneficiaria enquanto Comunidade se os responsáveis pela consolidação deste imenso espaço económico alimentassem, em quase permanente presença distribuída pelos países da CPLP, iniciativas semelhantes a esta “ofensiva diplomática” francesa. 


Embora o Português seja a língua comum que nos une, também cabe a promoção da música, da gastronomia e até da diversidade cultural e linguística – que existe apesar da língua em comum – como instrumento indispensável à formação da ideia concreta do nosso espaço lusófono, onde as tradições e culturas próprias de cada geografia cruzaram-se bem mais do que as de outras tradições e culturas centradas noutros idiomas.


Tal como a Francofonia, uma das grandes áreas linguísticas mundiais permanentemente alimentada pela Organização Internacional da Francofonia (OIF), também a Lusofonia, apesar de ter muito menos estados membros, pode e deve ser olhada também como área linguística de peso pois mesmo com menos Estados tem mais falantes. Só no Brasil o número de falantes do Português está muito próximo dos 220 milhões oficialmente apontado como sendo os da Língua Francesa.


Mas a grande lição da Semana da Francofonia e da Língua Francesa que amanhã termina em Luanda – e que eu saúdo como iniciativa sempre digna de aplauso, como aliás todos aquelas que aproximam países e povos – a grande lição desta semana é a de que as línguas como instrumentos da diplomacia e da diplomacia económica não se medem só pelo número de falantes que contabilizam no Mundo.


Os idiomas em que nos entendemos também se medem pelo cuidado e qualidade com que são tratados e promovidos como instrumentos delicados das identidades que queremos promover.


Luís Lima
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa
presidente@cimlop.com