A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus é a mais grave já enfrentada por governos, famílias e empresas em todo o mundo, afirmam economistas de diferentes segmentos de atuação. As necessárias medidas de isolamento social para conter a doença já provocam um impacto sobre a atividade produtiva, o emprego e o consumo mais amplo e mais intenso que o enfrentado pelo planeta em 2008. Além disso, as armas que os países têm para atravessar essa nova adversidade são mais limitadas dessa vez, dizem os especialistas. No Brasil, a situação é pior, e o país vai demorar mais para se recuperar desta vez, avaliam.
A situação é tão diferente que, em 2008, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu mais de 5%. A previsão para 2020 é que siga o caminho contrário e caia mais de 5%.
Alcance e velocidade das crises são diferentes Segundo os especialistas, estas são diferenças fundamentais entre as duas crises: - 2008: origem num setor e num país: o mercado financeiro imobiliário dos Estados Unidos. Só depois espalhou-se pelo restante da economia global, contaminando os negócios por causa de redução de crédito. - 2020: o problema é sanitário, uma doença sem tratamento testado, e o contágio sobre a atividade econômica em todo o mundo foi imediato e acelerado. Temos claramente agora um evento que podemos classificar como cisne negro. Roberto Troster, economista, referindo-se a um termo na economia aplicado a evento raro, aparentemente inverossímil, acima de todas as expectativas normais históricas, científicas, financeiras ou tecnológicas.

 

Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/04/29/covid-19-e-desafio-muito-maior-que-crise-de-2008-dizem-economista.htm