A aprovação de uma nova Lei do Investimento Privado e a reestruturação da área do Governo que executa a política do investimento privado são sinais exteriores evidentes de que Luanda quer captar mais investimento privado estrangeiro, como aliás foi referido no discurso do Estado da Nação, proferido há dias na abertura da 4.a sessão da terceira legislatura da Assembleia Nacional, pelo vice Presidente da República, Manuel Domingos Vicente.
Neste discurso, que marca as mensagens da Presidência da República no início de mais um ano parlamentar, foi lembrado que o investimento estrangeiro, acrescido ao investimento interno e ao crescimento da Economia, permitirá alavancar o sector não petrolífero proporcionando, no caso do emprego, valores superiores a 300 mil postos de trabalho.
O vice Presidente da República lembrou os projectos estruturantes de energia que são o alteamento da barragem de Cambambe, a conclusão da Central do Ciclo Combinado do Soyo e da hidroeléctrica de Laúca e a construção de 81 centrais municipais de captação, tratamento e distribuição de água como garantes da competitividade angolana e condições para chamar investimento estrangeiro.
Angola junta-se ao rol das grandes economias que também apostam na captação de investimento externo, facilitando a implantação dos projectos em que tais investimentos venham a realizar-se, disciplinando e clarificando as regras para o retorno dos lucros alcançados, além de outros incentivos comuns nestas estratégias.
Mas a leitura desta passagem do discurso do Estado da Nação não se esgota aqui - as palavras que foram dirigidas aos deputados pressupõem a existência de estabilidade política e social, indispensáveis à criação dos níveis mínimos de confiança sem os quais não há investidor digno desse nome que se fixe num território, seja ele investidor interno seja externo.
Em Angola, no Brasil, em Moçambique, em Portugal, onde quer que se aposte na captação de capital, a verdade é que as condições subjectivas dos investimentos exigem esse tal clima pacificado, que inclua o máximo de sensibilidades, um clima ameno que não se sobressalte com desconfianças mais ou menos crónicas. Esta foi, seguramente uma das mais importantes mensagens deixadas pela Presidência da República àos deputados.
Tudo isto por se saber que é difícil construir um clima de confiança reconhecido mas é, pelo contrário, muito fácil e rápido destruir todos os ganhos que foram sendo conquistados no sentido da consolidação dessa mesma confiança. É que há subjectividades muito objectivas e esta é uma delas.
Luís Lima
Presidente da CIMLOP
presidente@cimlop.com 

A aprovação de uma nova Lei do Investimento Privado e a reestruturação da área do Governo que executa a política do investimento privado são sinais exteriores evidentes de que Luanda quer captar mais investimento privado estrangeiro, como aliás foi referido no discurso do Estado da Nação, proferido há dias na abertura da 4.a sessão da terceira legislatura da Assembleia Nacional, pelo vice Presidente da República, Manuel Domingos Vicente.


Neste discurso, que marca as mensagens da Presidência da República no início de mais um ano parlamentar, foi lembrado que o investimento estrangeiro, acrescido ao investimento interno e ao crescimento da Economia, permitirá alavancar o sector não petrolífero proporcionando, no caso do emprego, valores superiores a 300 mil postos de trabalho.


O vice Presidente da República lembrou os projectos estruturantes de energia que são o alteamento da barragem de Cambambe, a conclusão da Central do Ciclo Combinado do Soyo e da hidroeléctrica de Laúca e a construção de 81 centrais municipais de captação, tratamento e distribuição de água como garantes da competitividade angolana e condições para chamar investimento estrangeiro.


Angola junta-se ao rol das grandes economias que também apostam na captação de investimento externo, facilitando a implantação dos projectos em que tais investimentos venham a realizar-se, disciplinando e clarificando as regras para o retorno dos lucros alcançados, além de outros incentivos comuns nestas estratégias.


Mas a leitura desta passagem do discurso do Estado da Nação não se esgota aqui - as palavras que foram dirigidas aos deputados pressupõem a existência de estabilidade política e social, indispensáveis à criação dos níveis mínimos de confiança sem os quais não há investidor digno desse nome que se fixe num território, seja ele investidor interno seja externo.


Em Angola, no Brasil, em Moçambique, em Portugal, onde quer que se aposte na captação de capital, a verdade é que as condições subjectivas dos investimentos exigem esse tal clima pacificado, que inclua o máximo de sensibilidades, um clima ameno que não se sobressalte com desconfianças mais ou menos crónicas. Esta foi, seguramente uma das mais importantes mensagens deixadas pela Presidência da República àos deputados.


Tudo isto por se saber que é difícil construir um clima de confiança reconhecido mas é, pelo contrário, muito fácil e rápido destruir todos os ganhos que foram sendo conquistados no sentido da consolidação dessa mesma confiança. É que há subjectividades muito objectivas e esta é uma delas.


Luís Lima
Presidente da CIMLOP
presidente@cimlop.com